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  16 milhões nos EUA têm raiva

Distúrbio acomete quem sofre acessos freqüentes

Reuters

Cerca de 16 milhões de americanos sofrem de um distúrbio mental caracterizado por violentos acessos de raiva, chamado desordem explosiva intermitente (IED, na sigla em inglês), segundo uma pesquisa publicada nos Archives of General Psychiatry. O estudo foi coordenado por Ronald Kessler, da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston.

As pessoas afetadas apresentam reações totalmente desproporcionais a qualquer provocação - ameaçam outras pessoas com violência, atacam seus interlocutores e até destroem propriedades.

Até agora não existiam dados satisfatórios indicando até que ponto a doença vem imperando entre os americanos. As novas conclusões indicam que ela é muito mais comum do que os especialistas suspeitavam.

A pesquisa abrangeu uma amostra nacional de 9.282 adultos. As entrevistas mostraram que 7% dos pesquisados se enquadravam na definição mais ampla da IED, ou seja, com três ou mais ataques violentos de raiva durante sua vida. Pouco mais de 5% se enquadraram na definição mais estrita da doença, relatando três ataques violentos em um ano.

Em média, esses homens e mulheres começaram a mostrar sinais da doença aos 14 anos de idade. O que significa que um diagnóstico precoce pode ser vital para prevenir as conseqüências a longo prazo dessa desordem mental.

A IED geralmente antecede outros problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade e abuso de substâncias.

Embora 60% dos entrevistados com a doença estejam recebendo tratamento psiquiátrico para algum tipo de problema emocional ou abuso na ingestão de alguma substância, apenas 29% deles, uma taxa relativamente baixa, receberam auxílio médico específico para seus acessos incontroláveis de raiva.

De acordo com Kessler e seus colegas, o problema é que as pessoas que desenvolveram a IED estão sendo tratadas por problemas decorrentes dela, mas não para a cura dos ataques em si. Para os pesquisadores, portanto, o importante é saber se a detecção e o tratamento precoces do distúrbio podem prevenir futuros problemas de saúde mental.

Como a doença tem aparecido com freqüência entre os jovens, os pesquisadores entendem que "deveriam ser realizados exames nas escolas para fins de uma detecção precoce de IED, o que poderia ser uma importante contribuição aos programas de prevenção da violência nas escolas".

   


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