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Jogo de cartas com santos católicos
Publicitários gaúchos criam versão religiosa do Super Trunfo
Sílvio Ferreira
O Super Trunfo, um jogo de cartas que exibem fotos e descrições técnicas de carros e aviões e foi muito popular na década de 80, acaba de ganhar uma nova versão em Porto Alegre. É o Super Trunfo Católico. São 30 cartas com poderes diferenciados atribuídos aos santos. A carta que vale mais é a de Jesus Cristo.
A iniciativa, estampada e divulgada em um blog na internet, é sucesso de vendas. As 300 unidades iniciais do baralho produzidas artesanalmente já foram comercializadas. Segundo o publicitário Eduardo Menezes, de 25 anos, tudo começou como uma brincadeira, lançada no fim do pontificado de João Paulo II. Mas acabou virando coisa séria.
Com o amigo Antenor Savoldi Júnior, de 23 anos, Menezes, decidiu pesquisar a vida dos santos. Descobriu vocações, biografias, fez cálculos e atribuiu diferentes poderes para cada uma das 30 cartas. Até agora, nenhum católico reclamou. Mas Menezes adianta-se que trata-se apenas de brincadeira.
Como no original, o objetivo é conquistar o maior número de cartas do baralho. Os participantes dividem-nas e comparam cada um dos cinco quesitos para decidir a partida. Ganha quem conseguir todas as cartas dos demais.
No jogo original, comparava-se potência e velocidade das máquinas. Na versão dos santos, avaliam-se fé, número de milagres e de devotos. Jesus é o Super Trunfo, ou seja, ganha todas. Tem 66% no quesito fé - afinal, na agonia no horto, perguntou a Deus: "Pai, por que me abandonaste?". Mesmo assim, ganha disparado de São Tomé, que, por só acreditar no que via, tem só 2% no quesito.
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