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Quinta-feira, 14 setembro de 2006   edições anteriores
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  'Se tivesse ganho em 2002, País teria crescido', diz Serra

Candidato do PSDB afirma que, entre outras coisas, mexeria no câmbio e cortaria gastos públicos

Silvia Amorim

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, garantiu ontem que, se tivesse sido eleito presidente em 2002, teria feito o País crescer e gerar empregos e a economia alcançar melhores resultados do que os apresentados no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 'Se eu tivesse ganho em 2002, não teria sido essa política. Garanto que o Brasil teria crescido', afirmou Serra, ao repudiar a idéia de que a política econômica atual é uma continuidade da adotada no governo Fernando Henrique Cardoso, que ele integrou.

Acusando o governo Lula de 'falta de firmeza, de conhecimento mínimo da economia e de disposição para enfrentar interesses', o tucano acrescentou que o Brasil 'tinha tudo para ter crescido rapidamente e gerado empregos' quando o PT assumiu o comando. 'Nunca se teve um cenário econômico tão favorável nas últimas décadas. O governo Fernando Henrique enfrentou seis crises internacionais. O governo do PT pegou o melhor céu de brigadeiro da economia mundial. Mesmo assim, o Brasil cresce mais para trás do que em qualquer outro período desde a época do João Goulart.' E concluiu: 'Por tudo isso, me recuso a ouvir que a política econômica é parecida.'

CORTE DE GASTOS

Serra fez uma lista do que considera erros da atual gestão e do que, portanto, teria feito diferente. 'Eu não teria nunca seguido essa política de câmbio e juros, não teria feito intervenções nas agências reguladoras tais como fizeram. Teria feito um gasto público mais eficiente e seletivo e cortado custos.'

O tucano ressaltou sua experiência no assunto, citando o trabalho que fez durante sua passagem pela Prefeitura de São Paulo. 'Muitas dessas coisas nós fizemos na Prefeitura. Só de custos, cortamos R$ 450 milhões', comentou o ex-prefeito, que fez campanha ontem no interior paulista, nas cidades de Rio Claro, Santa Bárbara D'Oeste e Hortolândia.

'TITITI'

A disposição que teve para criticar a política econômica não foi a mesma quando o assunto passou a ser a crise interna no PSDB, deflagrada após a carta pública de Fernando Henrique na semana passada.

O candidato se recusou a comentar a declaração do governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Aécio Neves, de que o PSDB precisa descentralizar suas lideranças para além de São Paulo se quiser se tornar um partido nacional. 'Não vou comentar porque isso é fazer tititi. E eu não vou entrar nesse tititi', disse. Irritado, o ex-prefeito encerrou a entrevista ali mesmo logo depois de ser perguntado se estava acusando Aécio. 'Não estou dizendo que ele está fazendo, mas se eu fizesse, seria entrar no tititi.'

   


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