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INTERNACIONAL
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  Correa promete aumento a militares do Equador

No segundo dia de governo, presidente equatoriano já entra em choque com Congresso por Constituinte

QUITO

Um dia depois de assumir a presidência do Equador, o esquerdista Rafael Correa recebeu ontem as boas-vindas ao palácio do governo, em Quito, de uma comissão de militares em traje de gala. Já em confronto aberto com o Congresso do país, por causa de sua decisão de convocar um plebiscito sobre a instalação de uma Assembléia Constituinte, Correa prometeu aumentar o salário dos militares do país. “É preciso tratar de melhorar as condições de vida de nossos soldados”, anunciou Correa, amigo pessoal do presidente venezuelano, Hugo Chávez, durante o ato oficial.

Correa foi o sétimo presidente a tomar posse no Equador em dez anos. No mesmo período, nenhum dos três presidentes eleitos chegaram ao fim de seus mandatos.

O ministro da Economia nomeado por Correa, Ricardo Patino, anunciou ontem que espera a visita de um grupo de economistas que assessorou a renegociou a dívida externa da Argentina. “Recebi uma visita - a nosso convite - de um especialista em questões de dívida externa, Oscar Guarteche, e nas próximas semanas a comissão que renegociou a dívida externa argentina virá discutir as questões relacionadas à nossa legislação”, afirmou Patino. Correa prometeu renegociar a dívida externa e não descartou a possibilidade de moratória.

Ao mesmo tempo, o presidente do Congresso, Jorge Cevallos, reiterava que a convocação do referendo decretada por Correa é inconstitucional. Na véspera, Correa disse que ordenava ao Supremo Tribunal Eleitoral (STE) do país que organizasse a votação. “Para começar, ordenar não é o melhor caminho, uma vez que o STE é um organismo autônomo” e, portanto, deve analisar a convocação do plebiscito e pronunciar-se sobre ele. Após firmar o decreto, Correa afirmou que o Congresso seria apenas “informado” da convocação “por deferência”.

“O presidente tem o direito de consultar diretamente o povo sempre que quiser, a não ser quando o tema a for tratado for reformas constitucionais.” Neste caso, segundo Cevallos, é necessária a aprovação do Congresso. O partido de Correa boicotou a eleição legislativa e o presidente não tem o apoio de nenhum congressista.

AP E EFE

   


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