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Quando uma grife é um caso de amor
Fãs reafirmam sua fidelidade a marcas como UMA, Herchcovitch...
Adriana Del Ré
Ser fã compulsivo de uma grife não é muito diferente de quem é fanático por um time de futebol ou uma banda de rock. A produtora Lelê Nakao, de 40 anos, faz essa linha. Há uns sete anos, ela viu os sapatos da marca UMA por Raquel Davidowicz e batata: foi amor à primeira vista. “Conheci a grife e queria trabalhar com eles”, conta. E começou a trabalhar mesmo. “Sou fã das roupas, eu as consumo.” Boa parte de seu guarda-roupa é feita com peças da etiqueta. Muitas de coleções antigas, o que para a produtora não faz a menor diferença, já que considera o estilo de Raquel atemporal.
Umas das stylists mais badaladas do País, Flavia Lafer, de 40 anos, há 20 veste Gloria Coelho. E como é praxe foi conferir a coleção outono-inverno da amiga, no desfile realizado no Shopping Iguatemi. Foi chiquérrima, vestindo um casaquinho Gloria Coelho. “Amo as roupas que ela faz, eu me identifico muito com elas”, garantiu Flavia, que tem pelo menos 30% do seu guarda-roupa com modelos da Gloria. “São peças duradouras. Não são de tendência, são eternas.”
Estilista e professor de moda, Valter Lourenço, de 28 anos, é figura constante nos desfiles de Alexandre Herchcovitch. “Gosto dele desde que comecei a estudar moda, isso já faz quase dez anos. Ele tem modelos interessantes para alfaiataria”, analisou. A top Raica Oliveira é fã declarada da grife Raia de Goeye. Sempre que pode, desfila, de bom grado, para as amigas estilistas, a ponto de os mais engraçadinhos a chamarem de Raica de Goeye. “É minha grife favorita, é um prazer enorme desfilar para elas”, disse.
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