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Pioneiro da rede aposta em vídeos
Marcos Wettreich, criador do iBest, lança site no Brasil, EUA e Inglaterra, com prêmio aos melhores vídeos
Renato Cruz
O empresário brasileiro Marcos Wettreich quer reproduzir o fenômeno iBest no mercado mundial. Em 1995, ele instituiu o prêmio iBest, para identificar os melhores da internet brasileira e, a partir do tráfego criado pelos sites que pediam votos, criou um portal que posteriormente foi vendido para a Brasil Telecom.
Usando a mesma estratégia de marketing viral, com links que pedem votos colocados espontaneamente pelos internautas nos mais diversos sites, ele acaba de lançar o agregador de vídeos WeShow, que já tem versões brasileira, americana e inglesa. A idéia é classificar e organizar vídeos que estão em outros sites, como YouTube, Metacafe e Dailymotion, premiando os melhores. O internauta pode ver os vídeos no WeShow, mas eles ficam nos servidores dos outros sites.
'Quando você assiste um vídeo no YouTube?', pergunta Wettreich, que já responde em seguida: 'Normalmente quanto te mandam um link. É difícil encontrar o conteúdo que você quer num serviço que recebe mais de 100 mil novos vídeos por dia.' A idéia do WeShow é selecionar e organizar todos esses vídeos. O conteúdo dos outros sites é classificado em canais, como celebridades, humor, música e vídeos sexy, e recebe descrição e nome no idioma de cada país.
Com sede em Nova York, a empresa vai investir US$ 8 milhões até o fim do ano. Os dois primeiros milhões foram do próprio Wettreich. Segundo o empresário, o fundo Pilot Group - do executivo Bob Pittman, criador da MTV e um dos responsáveis pela fusão entre AOL e Time Warner - e Bill Saulman, professor de empreendedorismo de Harvard, participaram da primeira rodada de investimentos na empresa, semana passada, o que garantiu o capital necessário para o ano.
PREMIAÇÃO
O sócio de Wettreich no WeShow é Bruno Parodi, que criou o portal G1, da Globo.com. O serviço é dividido em três partes: o portal, onde os vídeos são divididos em categorias; o prêmio, que escolherá mensalmente os melhores vídeos; e o WeShow TV, com VJs que comentam e apresentam trechos dos vídeos em destaque. Os internautas podem se inscrever para receber semanalmente, por correio eletrônico, uma seleção dos 10 melhores vídeos de cada categoria.
O modelo de negócios é vender publicidade para cada um dos 200 canais, tirando proveito do tráfego gerado pela premiação. Wettreich prevê 1 milhão de visitas e 100 mil usuários cadastrados no primeiro mês. A expectativa de faturamento é de cerca de US$ 3 milhões no Brasil e US$ 20 milhões nos Estados Unidos e no Reino Unido nos próximos.
ÁSIA E EUROPA
A empresa conta hoje com 80 funcionários, divididos entre Brasil, EUA e Reino Unido. A produção dos sites fica no Brasil. Em outubro, a empresa planeja lançar o serviço na Índia, China e Japão. A Índia será responsável pela produção do site para os três países. 'Em dezembro ou janeiro, devemos lançar mais quatro operações, na Europa', afirma Wettreich.
'É a primeira vez que empresários brasileiros de internet tentam fazer uma empresa mundial a partir dos Estados Unidos', diz o executivo. 'Queremos ser a porta de entrada para o mundo dos vídeos.'
QUEM É
Carreira: Marcos Wettreich tem 21 anos de experiência no mercado, tendo criado empresas como Mantel (eventos), iBest (portal) e Mlab (consultoria)
Vendas: Em 2001, ele vendeu a Mlab por US$ 36 milhões e, em 2003, a Brasil Telecom comprou o iBest, por US$ 72 milhões.
Atuação: Ele participa do conselho do grupo B2W (união entre Submarino e Americanas.com) e preside a ONG AjudaBrasil.
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