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ECONOMIA & NEGÓCIOS
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  Óleo de cozinha, da panela para os motores

Iniciativa conta com apoio da Unicamp e terá R$ 3 milhões para construção de usina

Agnaldo Brito

Uma parceria entre a Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, o Instituto Harpia Harpyia (presidido por Dom Mauro Morelli, ex-bispo de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense) e a prefeitura de Indaiatuba (SP) vai transformar uma pequena experiência de aproveitamento de óleo de cozinha em um grande projeto de produção de biodiesel.

O projeto do “Biodiesel Urbano” virou patente acadêmica e uma idéia de negócio que deverá atender vários municípios da região de Campinas. O modelo foi apresentado ao governo federal no início de novembro.

Agora, os parceiros aguardam do governo federal o cumprimento de uma promessa: a liberação de R$ 3 milhões, recurso que financiará a construção de uma usina com capacidade para produzir 45 mil litros de biodiesel por dia. “A obra já começou. A expectativa é que a usina esteja em operação entre abril e maio”, diz Antonio José da Silva Maciel, professor e pesquisador da Unicamp. A pequena unidade piloto em funcionamento hoje na cidade tem capacidade para produzir mil litros por dia.

Desde o ano passado, um acordo entre a prefeitura local e a Unicamp trouxe para a cidade um projeto piloto de usina de biodiesel, que aproveita o óleo de cozinha - hoje descartado na rede de esgoto - como matéria-prima para a produção de combustível. A unidade, de aspecto rudimentar, viabilizou a criação de um projeto de aproveitamento desse resíduo. Hoje, 10 mil litros de óleo saturado são recolhidos por mês e transformados em 9 mil litros de biodiesel a cada mês.

O combustível é usado na frota de veículos com motores a diesel do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). A mesma autarquia, encarregada dos serviços de saneamento básico, é beneficiada duplamente. Além da economia na compra de diesel, o Serviço tem evitado que enormes quantidades de óleo sejam despejados todos os dias no esgoto, o que dificulta o tratamento do resíduo doméstico.

O plano agora é obter a adesão de municípios da região para que também criem sistema de coleta de óleo de cozinha usado para sustentar a demanda de matéria-prima da usina. A prefeitura já começou a articular a participação de outras cidades. Em troca, os municípios receberão o biodiesel para uso próprio. O recurso arrecadado com a produção do combustível será todo revertido para o Fundo Municipal de Alimentação e Nutrição.

   


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