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'Ignorem Chávez', aconselha Baduel
Ex-chavista faz recomendação após líder venezuelano acusar Bogotá e EUA de planejar ação bélica contra Caracas
REUTERS, EFE e AFP
O general Raúl Baduel, ex-ministro da Defesa da Venezuela, aconselhou ontem o governo da Colômbia a ignorar os ataques do presidente venezuelano, Hugo Chávez. O conselho foi dado um dia depois de o líder venezuelano acusar Bogotá de planejar, com os EUA, uma “agressão militar” contra Caracas. “Suplico que o povo colombiano ignore essa verborragia desrespeitosa, mantendo seu esforço para a paz”, afirmou Baduel ao jornal colombiano El Tiempo.
Baduel era um dos homens de confiança de Chávez, mas rompeu ele em 2007, após opor-se à reforma constitucional proposta pelo líder venezuelano. Hoje ele é uma das principais figuras da oposição. Segundo o general, a atitude combativa do presidente venezuelano em relação à Colômbia faz parte de uma estratégia para recuperar apoio interno. “Ele pretende incitar o nacionalismo desesperado”, disse.
Na sexta-feira, Chávez acusou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de planejar uma “provocação bélica” contra a Venezuela, com a ajuda de Washington. Ontem, o venezuelano retomou as acusações na cúpula da Alternativa Bolivariana das Américas (Alba), em Caracas. “Alerto o mundo: o império norte-americano está criando condições para começar um conflito armado entre a Colômbia e a Venezuela”, afirmou. O chanceler colombiano, Fernando Araújo, preferiu não comentar tais declarações.
As relações entre Bogotá e Caracas estão estremecidas desde novembro, quando Chávez congelou os laços diplomáticos em resposta à decisão de Uribe de suspender a mediação do venezuelano nas negociações com a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A tensão aumentou no início do mês, quando Chávez pediu para a Europa e os governos latino-americanos tirarem as Farc da lista de organizações terroristas.
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