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São Paulo não quer saber de zebra
Equipe espera por dificuldades contra o Juventus, pois não terá Jorge Vágner, suspenso, e Fábio Santos, afastado
Giuliano Villa Nova e Valéria Zukeran
O São Paulo sofreu na quarta-feira para vencer o Sportivo Luqueño, por 1 a 0, pela Taça Libertadores. Só furou a forte retranca dos paraguaios numa cabeçada de Adriano, já nos acréscimos. Para o duelo decisivo contra o Juventus, às 16 horas, no Morumbi, os são-paulinos esperam a mesma dificuldade. E sabem que não têm escolha: com 35 pontos, precisam ganhar para chegar à semifinal do Paulista sem depender de outros resultados. Mas o time entra em campo sob a tensão causada pela confusão criada por Fábio Santos na noite de sexta-feira. O volante foi suspenso ontem pelo São Paulo por 29 dias.
Há duas versões envolvendo a discussão protagonizada por Fábio Santos na concentração. No clube, algumas pessoas dizem que volante teria discutido com outro jogador. Mas há quem garanta que o bate-boca foi com o assistente técnico Milton Cruz.
De qualquer forma, o volante foi considerado culpado pelo incidente e, ontem à tarde, o assessor especial da presidência, João Paulo de Jesus Lopes, determinou seu afastamento.
Durante a punição, Fábio Santos ficará sem receber salários e não poderá treinar com os outros atletas, seja no CT da Barra Funda ou no de Cotia.
O empréstimo do volante, contratado ao Lyon francês, vence em julho e, pelo menos por enquanto, não há intenção de rescindir o acordo.
Para o jogo de hoje, Richarlyson deve substituir o volante, deixando vaga na lateral para Júnior.
COMPLICAÇÃO
Sobre o confronto contra o ‘Moleque Travesso’, Muricy Ramalho espera dificuldades. “Vai ser outro jogo complicado. O Juventus também atua fechado. Mas terão de sair mais, pois também precisam ganhar”, comenta o técnico, sobre a necessidade do rival da Mooca, ameaçado pelo rebaixamento.
Os comandados de Muricy Ramalho pretendem repetir a atuação que tiveram diante do Bragantino (vitória por 2 a 0). “Foi nosso melhor jogo este ano”, opina o artilheiro Borges. “Tomamos conta do meio-campo desde o início, a bola chegou bastante ao ataque e criamos várias chances de gol.”
Mas manter tal nível não será fácil. Além de Fábio Santos, o time não terá Jorge Wagner, responsável por boa parte dos gols do time, graças às suas precisas cobranças de faltas e escanteios. “Não temos ninguém no elenco como ele”, lamenta Muricy. O camisa 7 foi suspenso por um jogo pelo TJD, em razão da agressão a Valdivia, no clássico contra o Palmeiras. Carlos Alberto e Dagoberto disputam a posição.
Sem Jorge Wagner, o treinador confia na boa fase de Adriano. “Ele sabe que está num grande momento e que os próximos meses serão decisivos para nós e para ele”, observou Muricy. “Se continuar assim, poderá voltar à Europa em alta”, arrisca.
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