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Kassab anuncia a revitalização do entorno da ponte estaiada
Obras de operação urbana incluem conjuntos habitacionais e devem ser concluídas em 6 anos
Camilla Rigi
Depois da construção da Ponte Octavio Frias de Oliveira, na zona sul, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou ontem o início da segunda etapa da Operação Urbana Água Espraiada, com a abertura da licitação para o prolongamento do primeiro trecho da Avenida Roberto Marinho e a construção de três conjuntos habitacionais na região. “É um projeto para ser instalado ao longo dos próximos seis anos”, afirmou o prefeito, durante a última vistoria da ponte estaiada, que deve ser inaugurada no dia 10.
Segundo o secretário Municipal de Infra-Estrutura Urbana e presidente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Marcelo Cardinale Branco, o objetivo é iniciar a ampliação da Roberto Marinho até a Avenida Pedro Bueno ainda este ano. O custo para a execução do trecho de 400 metros é de R$ 35 milhões. Está prevista também a canalização de um córrego que passa pelo local. A Pedro Bueno passa pelos fundos do Aeroporto de Congonhas e vai até o Viaduto Jabaquara, que dá acesso à Avenida dos Bandeirantes.
Paralelamente, a Secretaria Municipal de Habitação, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado, vai iniciar a licitação para as obras de três conjuntos de moradias populares. No total, serão construídas 1.016 unidades habitacionais para abrigar as famílias que moram no Jardim Edite - ao lado da ponte estaiada, na Favela do Buraco Quente - junto à Avenida Washington Luís e outra comunidade próxima da Rua Corruíras. “Essas famílias estão em áreas degradadas e nós vamos cuidar disso”, disse Branco.
De acordo com o secretário Municipal de Habitação, Orlando Almeida, cada unidade habitacional está orçada em cerca de R$ 50 mil. Um dos conjuntos, o Jardim Edite, será construído em área municipal, enquanto os outros dois ficarão em terrenos que pertencem ao governo estadual. “São projetos que estão entrando em licitação. Pretendemos, com a obra, entregar as unidades habitacionais”, afirmou Almeida. A estimativa é que cada conjunto seja concluído em 24 meses, a partir do início da construção.
Parte do dinheiro para as obras deve sair da verba conseguida com a venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Os compradores podem utilizar os títulos para construir imóveis acima do coeficiente construtivo permitido.
A Operação Urbana Água Espraiada foi criada em 2002, na gestão de Marta Suplicy (PT). Na época, o projeto urbanístico previa a construção de 8,5 mil moradias populares ao longo de toda a área que faz parte da operação.
SEM PRAZO
O projeto da Prefeitura para revitalizar a região inclui também o prolongamento da Roberto Marinho até a Rodovia dos Imigrantes e a criação de parques e praças. Para isso, Kassab informou que a intenção é fazer um túnel, partindo da Avenida Pedro Bueno, que faria uma ligação direta até a rodovia. O projeto está em fase de elaboração e conta com a parceria da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). O valor para este trecho ainda não foi calculado, pois depende de desapropriações.
Na superfície do túnel, o prefeito quer construir parques e praças, aumentando as áreas verdes da região. “Já fizemos a primeira desapropriação, que é a do Clube do Chuvisco. São três quadras, no final dessa primeira etapa da Roberto Marinho”, adiantou Branco. O secretário disse que estuda, com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, a possibilidade de fazer um parque linear ao longo da extensão da Roberto Marinho.
O projeto original da operação urbana não previa a construção de nenhum túnel. O prolongamento da avenida seria todo em nível até a rodovia.
PONTE
A construção da ponte estaiada foi a primeira etapa da operação urbana. Só nesta obra, a Prefeitura gastou R$ 233 milhões. Segundo Branco, 70% desse valor foi pago com a arrecadação dos Cepacs e os outros 30% saíram do orçamento. “Será o novo cartão-postal da cidade”, reafirmou Kassab.
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